Textos, entrevistas, palavras e pensamentos publicados no noveletras.blogspot.com foram apagados por invasores. Da noite pro dia meu antigo blog sumiu. Como não vou poder usar o mesmo nome, estou de volta em novo endereço. Muito do que escrevi lá vocês vão poder ler aqui. Obrigada pela visita!!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fotografias, epitáfios e lembranças




Um breve epitáfio pode expressar uma avalanche de sentimentos. De quem fica para quem parte. Basta prestar atenção em alguns deles para ver que ali a saudade foi traduzida em forma de poesia.

Mas quem neste mundo apressado tem tempo para ler epitáfios ou observar a arte escondida em cemitérios?

O fotógrafo Gill Konell, em uma visita a um cemitério de Timbó (SC) em 2007, viu que muitos túmulos antigos haviam sido substituídos por novos de granito e resolveu iniciar um trabalho para preservar a memória daquela arquitetura. Visitou vários cemitérios pelo interior do estado e fotografou todo esse rico acervo. Além de observar as construções, passou a se interessar pelo que estava escrito em gótico nas sepulturas. Qual seria o significado daqueles epitáfios?

O projeto resultou no livro Extramuros, recém lançado pela editora Bernúncia, que reúne imagens captadas pelo fotógrafo em vários cemitérios catarinenses e pequenos textos que são verdadeiros “manifestos de carinho e adeus de quem viveu a perda” traduzidos por Fabrício Coelho. São 100 páginas que documentam parte da história gravada em lápides antigas e parcialmente destruídas pela ação do tempo.

O livro é um manifesto pela preservação do patrimônio cultural catarinense e revela uma arte que, se não receber o devido cuidado, poderá ser condenada ao esquecimento.


domingo, 1 de maio de 2011

Cultura de graça


Abouna é o filme que inicia a programação de cinema do mês de maio no Cineclube da Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. A exibição é amanhã às 19h com entrada gratuita.

E tem mais...

02/05
Abouna - Abouna
De Mahamat Saleh Haroun, França/Chade, 2002. Drama. 81 min. 16 anos.
Com Ahdjo Mahamat Moussa, Garba Issa, Hamza Moctar Aguid.
Tahir e Amine saem para procurar seu pai pela cidade, mas acabam encontrando só problemas.

09/05
Hiroshima, meu amor - Hiroshima, mon amour
De Alain Resnais, França/Japão, 1959. Drama. P/B. 90 min. 14 anos.
Com Bernard Fresson, Eiji Okada, Emmanuelle Riva
Participando de um filme sobre a paz em Hiroshima, atriz francesa passa a noite com um japonês. Isso lhe traz lembranças da juventude, quando se apaixonou por um soldado alemão durante a Segunda Guerra.

16/05
Z 32 - Z 32
De Avi Mograbi, França/Israel, 2008. Documentário. 81 min
Um soldado israelense descreve sua participação em operações de vingança contra palestinos.

23/05
Josef Nadj, Última Paisagem - Josef Nadj
De Josef Nadj, França, 2005. Dança. 51 min.

O coreógrafo Josef Nadj coloca em perspectiva o seu universo e o processo de criação do espetáculo Last Landscape, criado em parceria com o percursionista Vladimir Tarasov.
Comentário da professora Vera Torres do Centro de Desportos da UFSC. A exibição do filme faz parte da programação do Festival Internacional de Dança Contemporânea - Multipla Dança.

30/05
Slam, aquilo que arde - Slam, ce qui nous brûle
De Pascal Tessaud, França, 2007. Documentário. 52 min. 16 anos.
Uma geração heterogênica e espontânea de poetas se reúne para declamar em público textos que expressam suas cicatrizes íntimas, sociais ou seus sonhos.


Para conferir toda a programação cultural da Fundação acesse o site


A Fundação Cultural BADESC fica na rua Visconde Ouro Preto, 216, centro.


terça-feira, 12 de abril de 2011

Espera...




Por acaso a semente é uma coisa que cresce, brota, floresce e frutifica em um dia?


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Para sempre na memória...

**Escrevi este texto em julho de 2007 para meu amigo Filipi. Ontem de madrugada ele partiu deste mundo.



Ele chegou na minha sala. Parecia feliz, como sempre. Levantou a camisa para me mostrar o que tinha feito durante um breve intervalo do trabalho. Olhei meio perplexa para o que ele havia tatuado pelo corpo. Eram frases em inglês "só Deus pode me julgar" e em latim "o amor sempre vence" e "Cordeiro de Deus aquele que tira o pecado do mundo". Não lembro bem qual foi minha reação. De surpresa, acho. O que dizer mais? Doeu? Nada, ele disse. E como estava se sentindo? Bem, respondeu sorrindo.
Prometi que ia escrever sobre isso um dia.

Pelas ruas vejo um "mundo" de gente tatuada. São pernas, braços, mãos e pés que desfilam por aí com desenhos, frases, palavras, símbolos e o que mais permitir a imaginação. Alguns nem sabem ao certo o significado do que carregam consigo. Outros escrevem o nome da mãe, do pai, do filho ou de algum grande amor. Há também, é claro, os arrependidos que querem apagar o que um dia acharam que iria durar para sempre. Retocam aqui e ali para disfarçar nomes ou figuras que com o tempo se tornaram indesejáveis. A diversidade é muito grande. São cores e formas para todos os gostos. É verdade que muitas imagens se repetem em corpos bem desiguais. Jovens ou velhos gostam de exibir o que para eles representa um estilo de vida, uma atitude, um ato de coragem, de rebeldia, sei lá. Uns copiam outros tantos que seguem por aí copiando. Acho que existem mais cópias do que originais.

Não sei o que leva uma pessoa a fazer uma tatuagem. Só sei que cada dia surgem novos adeptos deste time. Eu diria até que são poucos os que resistem ao, será que posso dizer assim, modismo? Fico imaginando alguém pegando um catálogo (sim, existem modelos já prontos) para escolher a sua própria marca. Será que vai ser uma escolha feliz pro resto da vida? Porque a gente se cansa de tanta coisa , não? Li outro dia que um estudo nos EUA diz que 60% das pessoas que fazem tatuagem querem tirá-la depois de três anos. Então, me digam, por que fazer?Já perguntei repetidas vezes para inúmeras pessoas tatuadas e ninguém até hoje conseguiu me convencer com a resposta.

Meu amigo lá do início deste texto confessou que não vai parar nas "quatro" que já fez. Tatuagem, disse ele, tem que ser em número ímpar para não atrair má sorte. Ouvi outras pessoas tatuadas que me disseram a mesma coisa. Acreditam mesmo nesta história. Então por que será que não param logo na primeira? Não seria assim como um vício? Depois que começa...
Melhor mesmo é não ter nenhuma.


quarta-feira, 9 de março de 2011

Pensamentos avulsos




Um breve lapso de percepção me leva, muitas vezes, de volta à beleza da simplicidade da vida.